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Ranking Mundial · Semana 44

Ranking Mundial: força dos adversários entra na conta, e Barcelona cai para terceiro

Agora, todo jogo é avaliado pelo nível do adversário. O Arsenal reassume a liderança, o PSG sobe, e a Tabela da Sorte revela quem levou vantagem com uma tabela mais acessível.

Por Chris Beaumont · · Leitura de 8 min
Atualizado em 28 de out. de 2026 · Resultados até 25 de out. de 2026 · Como funciona o ranking
Gráfico principal para: O Ranking Mundial: nível dos rivais agora conta, e Barcelona cai para terceiro

Resumo diretoO Arsenal voltou ao topo, à frente do Bayern e do Barcelona, depois que passamos a ponderar cada partida pelo nível do adversário. PSG, Aston Villa e Bournemouth foram os que mais subiram; Lille, Porto e Lyon tiveram as maiores quedas. A Lazio é a equipe mais sortuda das cinco grandes ligas europeias e também contou com uma das tabelas mais tranquilas.

O Barcelona caiu de primeiro para terceiro no nosso ranking mundial esta semana, e o clássico contra o Real Madrid não tem nada a ver com isso. A derrota por 2 a 1 de domingo para o Real Madrid ainda não entrou nesta rodada de cálculos. O que mudou foi o critério para avaliar os jogos já disputados.

A partir desta semana, todo desempenho no ranking é ponderado pela força do adversário. Criar cinco chances claras contra o lanterna não vale mais o mesmo que criar cinco contra o campeão. Essa mudança isolada reorganizou o pelotão de elite: o Arsenal voltou ao posto de número 1, o PSG teve o maior salto entre os gigantes e alguns clubes tidos como sortudos ou azarados agora mostram outra realidade.

Portanto, a pergunta desta semana é simples: depois de ajustar pelo nível dos adversários enfrentados, quem está jogando mais bola do que a tabela mostra, quem está abaixo e quem apenas surfou uma tabela favorável?

Uma nota sobre os números

Nossos ratings consideram as partidas até a manhã de domingo, 25 de outubro de 2026. Isso significa que os jogos de sábado estão computados, mas os duelos de domingo à tarde e à noite na Europa — incluindo o Clásico e a derrota por 3 a 0 do Manchester United em pleno Old Trafford para o Bournemouth — só entram na semana que vem. As notas usam uma régua global unificada, na qual 1500 representa um clube médio das cinco principais ligas da Europa e cerca de 180 pontos equivalem a uma diferença de um gol por partida.

Dois novos indicadores estreiam nesta matéria e na página de cada clube. Força da tabela é o rating médio dos adversários que um time enfrentou nesta temporada. Ajuste por adversário mede quanto o rating do clube oscilou depois que a qualidade desses adversários foi ponderada. Nossa métrica de sorte continua igual: ela compara a pontuação real conquistada pelo time com os pontos esperados com base nas chances criadas e cedidas nesses mesmos confrontos — o que chamamos de pontos que o futebol em campo merecia.

O topo da tabela

O Arsenal não precisou fazer nada de novo para voltar à liderança. Seu rating é de 1910, rigorosamente o mesmo de uma semana atrás. O Bayern de Munique subiu uma posição e assumiu a vice-liderança com 1900. O Barcelona perdeu 16 pontos e caiu para 1897, deixando os três primeiros colocados separados por meros 13 pontos de rating — menos de um décimo de gol por partida.

Gráfico de barras dos doze clubes de maior rating do mundo nesta semana
O top 12 mundial. Arsenal, Bayern e Barcelona separados por apenas 13 pontos de rating.

A queda do Barcelona é uma questão de tabela. O time somava 27 pontos em nove rodadas da liga — 100% de aproveitamento antes de domingo —, mas seus adversários eram apenas os 17.º mais difíceis entre os 20 de LaLiga. Quando cada partida foi ponderada contra o nível do rival enfrentado, o rating caiu cerca de 12 pontos. Ou seja: um início perfeito contra adversários mais modestos tem um peso ligeiramente menor do que parecia. Eles continuam sendo a equipe mais bem avaliada da Espanha, com a melhor taxa de pontos esperados (xPTS) em LaLiga. A questão é mais sutil do que soa: a margem entre o Barça e os perseguidores imediatos sempre foi mais estreita do que as nove vitórias seguidas sugeriam.

Duas novas métricas estreiam nesta matéria e na página de cada clube.

O restante do top 10: o Manchester City é o quarto (1850), o PSG é o quinto (1833), o Real Madrid é o sexto (1817), o Liverpool é o sétimo (1772), o Benfica é o oitavo (1760), o Brighton é o nono (1751) e a Inter fecha em décimo (1749).

Em alta

Entre os 50 melhores clubes do mundo, três ganharam mais de 25 pontos.

Gráfico de barras das cinco maiores altas e cinco maiores quedas do top 50 mundial nesta semana
Variação de rating desde a semana passada, com a posição no ranking mundial antes e depois.

PSG (+37, do 6.º para o 5.º lugar). Nenhum clube na Ligue 1 enfrentou uma sequência de adversários tão dura quanto o PSG. Ponderado contra essa tabela, o desempenho da equipe vale cerca de 39 pontos de rating a mais do que parecia, o que significa que o método anterior — que tratava todos os rivais da mesma forma — estava subestimando os parisienses. Agora, eles ocupam a quinta colocação mundial de forma isolada.

Aston Villa (+27, do 14.º para o 11.º lugar). É a ascensão mais intrigante da semana, já que vem acompanhada de um sinal de alerta. O Villa teve a 5.º tabela mais difícil da Premier League, então o ajuste pesou a favor. Porém, pelo futebol que produziu em campo em termos de pontos esperados (xPTS), a equipe amarga a lanterna da Premier League: 6,4 pontos em oito jogos. Na realidade, tem 11. Essa diferença de 4,6 pontos faz do Villa um dos times com mais sorte na competição. O clube ainda aparece como o 5.º melhor da Inglaterra no ranking porque os dados anteriores, principalmente da temporada passada, ainda carregam grande peso neste início de campeonato. A tabela difícil explica parte dos números ruins, mas não todos.

Bournemouth (+26, do 19.º para o 16.º lugar). O Bournemouth somava 6 pontos em sete jogos antes de domingo, tendo produzido futebol para 10,9. Seus adversários foram ligeiramente mais fáceis que a média da liga, mas ainda assim o ajuste impulsionou a equipe. A correção é calculada jogo a jogo; portanto, trata-se de como atuaram contra cada oponente específico, e não apenas de quem eram esses oponentes. Depois disso, ainda meteram um 3 a 0 em pleno Old Trafford — resultado que ainda não entrou nesta conta.

Logo atrás, o Monaco subiu +25 pontos (para 33.º) e o Benfica somou +21 (para 8.º). Mais abaixo na tabela, o Olympiacos saltou da 99.º para a 52.º posição e o Braga pulou da 105.º para a 63.º, após a atualização desta semana revisar para cima os números de suas respectivas ligas.

Em baixa

Lille (−38, do 50.º para o 61.º lugar). O Lille conquistou 14 pontos em sete jogos — 5,5 a mais do que o seu futebol de fato produziu —, figurando apenas em 11.º na Ligue 1 em pontos esperados (xPTS). O ajuste retirou outros 36 pontos do seu rating, a maior penalização entre todos os clubes do top 50. A tabela não foi fácil, então não se trata de adversários fracos. O ponto é que, analisado jogo a jogo contra o nível real enfrentado, o rendimento valeu menos do que os números brutos indicavam.

Porto (−36, do 18.º para o 28.º lugar). O Porto soma 27 pontos em nove partidas da liga, e ninguém em Portugal encarou uma tabela mais pesada. Mesmo assim, o rating despencou — foram cerca de 28 pontos perdidos apenas pelo ajuste. O modelo avalia como o Porto jogou contra cada adversário, e não apenas o nível de quem estava do outro lado. Sob essa ótica, as atuações foram menos vistosas do que o aproveitamento de 100% faz crer. É o lembrete clássico de que enfrentar uma sequência indigesta e ter uma grande atuação em campo são duas coisas bem diferentes.

Lyon (−28, do 37.º para o 44.º lugar). O Lyon teve a segunda tabela mais acessível da Ligue 1, e o rating despencou 28 pontos assim que isso entrou na conta. O Al Nassr caiu exatamente na mesma proporção, descendo para o 53.º lugar.

Dois clubes da Premier League também perderam terreno. O Brighton caiu do 7.º para o 9.º lugar (−27), e o Manchester United foi do 10.º para o 14.º (−22). Os dois casos pedem uma análise mais detalhada.

Manchester United e Brighton: o que a tabela revela

A resposta fácil para justificar o rating do United seria dizer que ele está inflado por uma sequência de jogos fáceis ou pelos resultados da temporada passada. Nenhuma das opções se sustenta nos dados. A média dos adversários do United foi de 1581 — a 7.º tabela mais dura da Premier League. Pelo futebol jogado em termos de pontos esperados (xPTS), eles são o 6.º na liga e aparecem avaliados em 7.º. O rating reflete com precisão o que o futebol jogado nesta temporada apresenta.

Ainda assim, o ajuste custou cerca de 20 pontos à equipe. Julgado jogo a jogo contra esses adversários, o futebol do United rendeu menos do que a pontuação bruta sugeria. Antes de domingo, eram 7 pontos em sete partidas para um rendimento equivalente a 11,7 — ou seja, uma defasagem de 4,7 pontos, o que ainda fazia o modelo considerá-los azarados. A derrota em casa por 3 a 0 para o Bournemouth, no domingo, ainda não entrou nestes dados. A próxima semana dirá se foi apenas mais uma dose de azar ou o primeiro sinal de que as atuações estão caindo ao nível dos resultados.

Gráfico de barras do rating médio dos adversários enfrentados por cada clube da Premier League nesta temporada
A dificuldade da tabela na Premier League até aqui. A linha tracejada representa a média da liga.

O Brighton é o caso oposto. Seus adversários tiveram média de 1485, de longe a tabela mais acessível da Premier League; a média do campeonato é de 1572. Eles ocupam a 9.º posição no ranking mundial e estão 3,1 pontos acima do futebol que apresentam. Nada disso faz do Brighton um time ruim. Significa apenas que a próxima sequência de jogos será o verdadeiro teste de fogo.

A Tabela da Sorte

A Tabela da Sorte compara os pontos conquistados por cada clube com os pontos que seu futebol realmente merecia. Esta semana, acrescentamos uma segunda pergunta: contra que tipo de adversário esses pontos foram somados? Um clube com sorte diante de rivais fáceis é duplamente superestimado. Já um clube sem sorte contra adversários difíceis é duplamente subestimado.

Gráfico de dispersão de todos os clubes das cinco grandes ligas da Europa: sorte em um eixo, força da tabela no outro
A Tabela da Sorte. Direita = mais pontos do que o futebol merecia. Para cima = adversários mais difíceis do que a média da liga.

Duplamente superestimados: Lazio e Manchester City. A Lazio soma 22 pontos em oito rodadas, com um futebol que valeria 12,8. Essa diferença de 9,2 pontos é a maior entre as cinco grandes ligas da Europa. Seus adversários tiveram média de 1413, o segundo calendário mais fácil da Serie A (a média da liga é de 1448), e o ajuste reduziu seu rating em cerca de 21 pontos. Em pontos esperados, estão apenas em 9.º na Serie A. O Manchester City está 5,7 pontos acima da conta (21 em oito jogos, contra 15,4 merecidos), com a terceira tabela mais acessível da Premier League. Pelos nossos números, o City ainda é o segundo melhor time da Inglaterra. A pontuação é que está um passo à frente da realidade.

Com sorte, mas contra gigantes: Arsenal, Atlético de Madrid e Aston Villa. O Arsenal está 5,3 pontos acima do esperado, mas ostenta a melhor taxa de pontos esperados da Premier League e enfrentou a 6.º tabela mais difícil. O Atlético está 6,7 pontos à frente, atrás apenas da Lazio, tendo encarado o 6.º calendário mais complicado de LaLiga. O Villa, como citado acima, tem pontuação inflada e cria pouco, mas seus confrontos foram pesados. Para os três, essa gordura na pontuação tem respaldo prático.

Duplamente subestimados: Nottingham Forest e Athletic Club. O Forest tem apenas 6 pontos em oito jogos, apesar de um futebol digno de 14,7. Esse déficit de 8,7 pontos é o maior das cinco grandes ligas, tendo vindo contra o 4.º calendário mais difícil da Inglaterra (adversários com média de 1602). O Forest seria o 4.º colocado da Premier League em pontos esperados. O Athletic Club vem logo atrás: 9 pontos somados contra 16,2 merecidos, com a 2.º tabela mais exigente de LaLiga. A tabela de classificação distorce a realidade de ambos, e os dois já fizeram por merecer uma sequência mais tranquila.

Azarados, sem atenuantes: Juventus. A Juventus soma 11 pontos em sete jogos, contra 16,9 merecidos — um abismo de 5,9 pontos. Sua tabela foi um pouco mais acessível do que a média, mas seu volume de jogo foi o segundo melhor da Serie A em pontos esperados. É o exemplo mais puro de descolamento entre pontuação e desempenho, algo que costuma se corrigir naturalmente ao longo da temporada.

Nas cinco grandes ligas, nosso modelo classifica agora 23 clubes como sortudos e 21 como azarados, de um total de 96. O restante vem colhendo exatamente o que planta em campo.

O que acompanhar a seguir

A atualização da próxima terça-feira incluirá as partidas do último domingo, incluindo o Clásico e a derrota do United para o Bournemouth, além dos confrontos do meio de semana. O primeiro grande teste será ver se o PSG sustenta a subida e se Lazio e City começam a devolver pontos à realidade. Já Forest e Athletic tentarão transformar em pontos o futebol que já vêm jogando.

O rating, a força da tabela e o índice de sorte de cada equipe estão disponíveis na página de cada clube, e a classificação completa pode ser vista no ranking mundial de clubes. O artigo Como o ranking funciona explica todo o método em detalhes.

FAQ

Quem é o melhor clube do mundo nesta semana?

No The Beaumont Index, é o Arsenal, com rating de 1910. O Bayern de Munique aparece em segundo com 1900 e o Barcelona em terceiro com 1897. Os ratings consideram os resultados até a manhã de domingo, 25 de outubro de 2026.

O que é o ajuste por adversário?

Cada partida agora é avaliada de acordo com a força do adversário enfrentado. Ou seja, criar chances de gol contra um time de ponta tem mais peso do que criar as mesmas chances contra uma equipe frágil. O ajuste por adversário mede a variação no rating de um clube após esse cálculo entrar na conta.

Quais são os times mais sortudos e mais azarados da Europa?

Nas cinco principais ligas europeias, a Lazio é quem está com a maior pontuação acima do que a produção em campo justificaria (+9,2 pontos), enquanto o Nottingham Forest é quem mais sofre com o déficit (−8,7). A Lazio também teve uma das tabelas mais fáceis da Serie A, e o Forest enfrentou um dos calendários mais duros da Premier League.